A Guerra estava no fim, e Hiroshima permanecia intacta.
O governo incentivava todos a manter as atividade cotidianas.
Nesse momento, os japoneses ouviram o alarme indicando
a aproximação de um avião inimigo. Era um B-29, batizado
de "Enola Gay", pilotado por Paul Warfield Tibbets Jr. Do avião,
foi lançada a primeira bomba atômica sobre um alvo
humano, batizada "Little Boy".
Instantaneamente, os prédios desapareceram junto
com a vegetação, transformando Hiroshima num campo deserto.
Num raio de 2 quilômetros, do hipocentro da explosão, tudo
ficou destruído. Uma onda de calor intenso, emitia raios térmicos,
como a radiação ultravioleta.
Os sobreviventes vagavam sem saber o que havia atingido a
cidade. Quem estava a um quilômetro do hipocentro da
explosão, morreu na hora. Alguns tiveram seus corpos
desintegrados. O que aumentou o desespero dos que nunca
vieram a confirmar a morte de seus familiares.
Quem sobreviveu, foi obrigado a conviver com males
terríveis. O calor intenso levou a roupa e a pele de quase todas
as vítimas. Vários incêndios foram causados pelos intensos raios de
calor emitidos pela explosão. Vidros e metais derreteram
como lavas.
Uma chuva preta, oleosa e pesada, caiu ao longo do dia. Essa chuva continha grande
quantidade de poeira radioativa, contaminando áreas mais distantes do hipocentro. Peixes
morreram em lagoas e rios, e pessoas que beberam da água contaminada tiveram sérios
problemas durante vários meses.
O cenário da morte era assustador. As queimaduras eram tratadas com mercúrio
cromo pela falta de medicamento adequado.
Não havia comida e a água era suspeita. A desinformação era tanta que muitos japoneses
saíram de suas províncias para tentar encontrar seus familiares em Hiroshima. Corriam o
maior risco pós-bomba: a exposição à radiação.
Não se sabe exatamente porque Hiroshima foi escolhida como alvo inaugural da
bomba atômica. Uma explicação considerada plausível, é pelo fato de a cidade estar centrada
em um vale. As montanhas fariam uma barreira natural, o que ampliaria o poder de
impacto da bomba. Conseqüentemente, conheceriam a capacidade de destruíção nuclear
com mais precisão. Outra explicação é baseada no fato de Hiroshima ainda não ter sido
atingida por nenhum ataque. Isso, aliado à proteção das montanhas, daria a medida exata
da destruição da bomba nunca antes testada.
De concreto, sobraram os horrores de uma arma nuclear, com potência eqüivalente a
20 mil toneladas de dinamite. Ainda hoje, passados 58 anos da explosão da primeira
bomba atômica, o número de vítimas continua sendo contabilizado, já ultrapassando 250
mil mortos.
Um dia após a explosão, os escombros em Hiroshima eram cobertos por uma tênue cortina de fumaça
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